Jornalismo Pós-Industrial

9 de outubro de 2017 Ismael Ferreira

Nagane Frey
Bolsista de Iniciação Cientíica
Imagem em destaque retirada do site IHU Unisinos

 

O jornalismo está sofrendo de uma grande crise, que vem em função da crise geral das instituições. As empresas estão com problemas para mudar suas práticas em função da realidade digital, como também os jornalistas. Essas adaptações se tornaram necessárias para atingir o novo mercado/público/nicho.
Tornou-se fundamental o uso das novas tecnologias. O modelo Buzzfeed do New York Times é um exemplo claro disso. Textos com hiperlinks, elementos sonoros, gráficos, vídeos, GIFs, fotografias, memes, entre outros itens, deram mais credibilidade e atraíram mais leitores.
Conforme diz Ronaldo Henn, para revista IHU, o ciberacontecimento é um método de pesquisa utilizado por ele, para identificar acontecimentos jornalísticos nas redes sociais. Para Ronaldo a internet e as redes sociais mais especificadamente, podem colaborar com o jornalismo, para fazer novas pautas. Muitas pessoas acabam interagindo nas redes e postando algo novo que pode virar notícia, reportagem, vídeo, etc. Essa interação com o popular se faz necessária, principalmente para audiência da televisão, rádio e sites de notícia. As mídias acabam utilizando o que o público está falando nas redes, para pode atrair mais o público.
Segundo ele, o jornalista deve ter muito cuidado com a veracidade dos fatos. Para efetuar um bom trabalho é necessário ir atrás da verdade, pesquisar e questionar os fatos da possível notícia. A credibilidade é o que constrói a carreia do profissional hoje. Um erro, principalmente na internet, pode até vir a dar outra notícia. Mostrar e falar a verdade e não cometer erros é ganhar a confiança e a credibilidade do leitor. Claro que também é preciso educar o público/leitor/consumidor que nem sempre a primeira publicação ou as matérias em tempo real serão as mais precisas. Erros ocorrem e todos podem errar.
Também é interessante lembrar, que as matérias em tempo real e que possuem uma reportagem mais completa e detalha para os leitores após o ocorrido, são consideradas matérias de grande audiência, pois o público deste tipo de material é um público fiel – um leitor que sempre espera pelo “mais”.
As matérias que são feitas para um alcance mais local, têm tido muito mais relevância. Com a grande proporção que a internet tem, o local teve mais vez, pois o público também tem mais interesse de saber o que acontece perto dele. O local também pode virar geral, dependendo da proporção e o valor que aquela notícia tem para a sociedade e para aquele “local”.
O principal hoje é que as tecnologias se fazem muito necessárias para o novo jornalismo como também para atender o novo público. O uso de Drones para ter imagens áreas e mais amplas de manifestações (ex.: mídia N.I.N.J.A.), o uso de Gopros para fazer imagens e vídeos de uma matéria esportiva, o uso de hiperlinks, fotos, GIFs, memes são interessantes para complementar as matérias, como também ter a revista impressa e on-line para os diversos públicos.
Mas, conforme diz C. W. Anderson para revista IHU, apesar de todo o benefício que a tecnologia nos traz, não se pode esquecer a essência do jornalismo. Para fazermos um bom jornalismo é preciso que façamos e sejamos mais humanos, mas com o jornalismo em mente. Estar presente no local da matéria, olhar e relatar com sentimento e sensibilidade o ocorrido, sermos sujeitos e ter respeito pelo sentimento do outro cidadão. É necessário que façamos boas perguntas, que investiguemos com cautela e precisão os fatos para termos bons resultados na escrita da matéria e ganharmos a confiança e credibilidade do leitor.
Para saber mais sobre jornalismo pós-industrial e seus caminhos, leia a revista completa 447 do IHU – Instituto Humanitas Unisinos.

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