Um protesto (quase) pacífico

27 de Abril de 2017 Processocom

Ariane Laureano

Bomba de gás lacrimogêneo e repressão por parte da polícia . É assim que é recebido quem reivindica por seus direitos. Dessa vez, as vítimas foram integrantes da marcha promovida pelos integrantes do Acampamento Terra Livre (ATL), que reuniu mais de 3 mil indígenas em Brasília.

A Esplanada dos Ministérios foi tomada por um imenso cortejo fúnebre. Caixões e banners com a expressão “Demarcação Já” foram levados até o Congresso.  Os caixões representavam líderes indígenas assassinados por causa de conflitos de terra.

Segundo a Mídia Ninja, a confusão começou quando um grupo foi detido pela Polícia Legislativa.Os indígenas afirmam que se seus “parentes” – como se referem a outros povos originários – não forem soltos, irão levar denúncia à Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Organização dos Estados Americanos (OEA).

Essa é a  décima quarta edição do ATL, a maior mobilização indígena dos últimos anos. O evento vai até esta sexta (28/4) e protesta contra a paralisação das demarcações de Terras Indígenas, a nomeação do deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR) como ministro da Justiça, o enfraquecimento da Fundação Nacional do Índio (Funai) e as várias propostas em tramitação no Congresso contra os direitos indígenas.

O movimento que tinha tudo para ser pacífico, acabou com indígenas fazendo um cordão pedindo o fim da violência e com idosos e crianças desmaiados por causa do gás.

 

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