Veja resumo da tarde do primeiro dia do I Colóquio Internacional de Investigação Crítica em Comunicação

26 de julho de 2016 Processocom

O I Colóquio Internacional de Investigação Crítica em Comunicação teve sequência na parte da tarde com 4 apresentações, no Auditório 1 da Fabico-UFRGS. Inicialmente, ocorreu a palestra do professor do PPG em Comunicação e Semiótica da PUCSP, José Luiz Aidar Prado, intitulada “Intensidade acontecimental e embates discursivos nas comunicações insurgentes”. O professor destacou a presença dos princípios da psicologia positiva nos meios de comunicação, sobretudo em revistas direcionadas ao público feminino. Estes meios priorizam pautas sobre bem-estar, sexualidade, emagrecimento, felicidade, entre outros. A partir de uma perspectiva crítica da comunicação, ele pensa que é possível identificar que estes contratos de comunicação abrigam muito fortemente o discurso da felicidade. Trata-se de conteúdos que procuram vender a ideia de um “gozo a mais”, ou de um “mais gozar”, engendrada por modalizações ancoradas em estereótipos.

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A segunda mesa teve a presença da professora Cicília Peruzzo, do PPG em Comunicação Social da UMESP, com a palestra “Da Comunicação para o Desenvolvimento à Comunicação para a Transformação Social: origens e alterações conceituais e nas práticas comunicativas comunitárias”. A pesquisadora trouxe um importante tensionamento para pensarmos a pesquisa em comunicação desenvolvida atualmente no Brasil e nos outros países da América Latina. De acordo com Cicília, é preciso vislumbrar novas formas de cientificidade, considerando mudanças epistemológicas que deem a ver diferentes maneiras de se fazer ciência. A partir da perspectiva da Comunicação para a Mudança Social – em oposição à Comunicação para o Desenvolvimento – pode-se incluir os estudos em comunicação comunitária, incentivando práticas mais democráticas de uso da mídia e, também, contribuindo para uma democratização da própria pesquisa acadêmica.

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Na sequência, o professor Alberto Pereira Valarezo, da Rede AMLAT- América Latina, trouxe a conferência “Enunciación y producción de sentidos no-verbales en la publicidad televisiva”. O pesquisador enfatizou as mudanças conceituais da noção de enunciação, que passou a abrigar também as formas de comunicação não-verbais. Estas características não-verbais são de extrema importância para o estudo da comunicação e da produção de sentidos, e incluem desde elementos paralinguísticos (como, por exemplo, silêncio, pausas, risada) a elementos cinésicos (gestos, expressões, olhar) e corporais (altura, peso, etnia, fenótipo, gênero, faixa etária), entre outros.

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A última mesa do dia contou com a palestra “O Dono da Voz e a Voz do Dono no Jornalismo”, do professor da UFPR Elson Faxina. A pesquisa, em parceria com a Universidade de Lyon II – França, ocorreu com a organização de um grupo de estudos sobre o jornalismo no contexto das novas tecnologias comunicacionais e das novas diretrizes para o ensino de jornalismo. Uma das observações decorrentes da pesquisa foi a da falta de um discurso novo no jornalismo, que seja capaz de efetivamente dar voz à sociedade, embora tenhamos agora muito mais recursos tecnológicos. Como desafios, ainda encontramos as discussões em torno da questão da imparcialidade, da necessidade de uma prática dialética no jornalismo, da exigência de informação na construção da opinião e, por fim, o desafio de inovar nas formas de narrativas jornalísticas.

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O evento acontece até amanhã, dia 27 de julho, no Auditório Maurício Berni, no centro do Direito da Unisinos. A primeira mesa tem início às 8h30.

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