Confira resumo da primeira manhã do I Colóquio Internacional de Investigação Crítica em Comunicação

26 de julho de 2016 Processocom

Na manhã desta terça-feira, 26 de julho, teve início o I Colóquio Internacional de Investigação Crítica em Comunicação, no Auditório 1 da Fabico/UFRGS. O evento, uma parceria entre os programas de pós-graduação em Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), conta com a participação de investigadores de diversos países da América Latina. Organizado pelo grupo de pesquisa Processocom, pela Rede AmLat e pela Cátedra Armand Mattelart (CIESPAL), ele segue até o dia 27 de julho.

Durante a abertura do evento, o professor Dr. Alberto Efendy Maldonado, destacou a importância do diálogo internacional e agradeceu aos presentes, principalmente aos organizadores do evento: “entre os PPGs da UFRGS e da Unisinos há uma relação profunda, e uma das causas disso é a existência do Processocom, na perspectiva de uma cultura de solidariedade e colaboração. Em agosto completamos 14 anos de existência do nosso trabalho de produção de conhecimento”, disse o doutor em comunicação.

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Na primeira parte, ocorreram 3 mesas que contaram com apresentações dos professores doutores Graziela Bianchi (UEPG), Rafael Foletto (UFSM-FW), Nísia Martins do Rosário (UFRGS), Alexandre Augusti (UFRGS/Unipampa) e Federico Beltramelli (Udelar).

Graziela Bianchi apresentou “Radiojornalismo e atores sociais – proposta de abordagem a partir do contexto radiofônico de Ponta Grossa – PR”. A pesquisa da professora realiza um mapeamento das emissoras da cidade para entender como os atores sociais se apresentam nesses cenários. Também pensa como as redes sociais vêm impactando a comunicação nesse contexto, em relação com a cidadania comunicativa.

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Da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, o professor Dr. Rafael Foletto apresentou o trabalho “O saber metodológico na pesquisa em jornalismo: análise dos trabalhos de conclusão de curso da UFSM campus Frederico Westphalen”. Sua investigação busca compreender como ocorreu a evolução dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) do campus Frederico Westphalen da UFSM que, anteriormente apresentados como artigo, passaram a ser monografias. Ele analisa os processos metodológicos e também realiza um levantamento dos principais objetos de estudo e os temas mais recorrentes.

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A segunda mesa da manhã contou, inicialmente, com as reflexões da professora Dra. Nísia Martins do Rosário que apresentou o trabalho “Cartografia na comunicação: questões e desafios do método”. Ela argumenta que a cartografia se traça na experiência investigativa, no trajeto da pesquisa. No entanto, há que se manter o rigor do método na objetividade da pesquisa, realizando desconstruções necessárias para quebrar paradigmas e fluir na metodologia. O cartógrafo deve ter uma posição que gere diferença.

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Professor da Unipampa e pós-doutorando da UFRGS, o Dr. Alexandre Augusti apresentou “Relíquia Macabra e Chinatown: hedonismo e morte no cinema noir e neonoir”. Em sua pesquisa, Alexandre desmembra partes do que foi realizado em seu doutorado, fazendo uma retomada do cinema noir e destacando algumas características desses filmes. A partir da análise fílmica, ele destaca uma representação constante de morte e hedonismo no cinema noir e os impactos deste para o cinema neonoir.

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A manhã de trabalho do I Colóquio encerrou com a fala do professor Dr. Federico Beltramelli, da Udelar-Montevideo. Em sua apresentação intitulada “Programa de Desarrollo Académico de la Información y la Comunicación: la experiencia del grupo POLIMATE (Políticas Medios Audiovisuales, Tecnologías y Espectro) y del Observatorio de las Profesiones de la Comunicación”, ele traz um olhar crítico sobre o mundo do trabalho na comunicação. Ao analisar os objetivos do “Observatorio de las profesiones de la comunicación” e sua operacionalização e do Grupo POLIMATE (Políticas, Medios Audiovisuales, Tecnologja y Espectro), pensa questões relativas ao “espectro radioeletrico uruguaio”, relacionando a impactos em termos cidadãos.

Beltramelli

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