Pesquisa mostra que Programa Mais Médicos fez a diferença na vida da população carente

17 de julho de 2016 Processocom

Pesquisa da Rede Observatório apontou que o programa ampliou a cobertura da atenção básica em locais distantes, como em Tarauacá, no Acre

Jaqueline Silveira*
Publicado originalmente no Sul21

20160520-mais-medicosEm 2013, médicos estrangeiros começaram a aterrissar em solo brasileiro para trabalharem nas periferias das cidades e comunidades distantes, em meio a muitos protestos de entidades que representam os profissionais do país. Passados três anos, dados científicos apontam que o programa Mais Médicos, do governo federal, fez a diferença na vida das populações menos assistidas do país. Pesquisa realizada pela Rede Observatório do Mais Médicos, constituída por 14 instituições, 11 delas universidades federais, apontou que mais de 60 milhões de brasileiros tiveram o acesso à saúde facilitado a partir do programa.

Os números revelam, ainda, que, nos municípios onde o programa foi implantado houve uma redução nas internações. No período entre 2013 e 2014, foi registrada uma queda de 4% a mais em comparação com municípios que não implementaram o programa. Em 2015, estima-se que 91 mil brasileiros deixaram de ser internados. O resultado é graças ao trabalho de 18.240 médicos de mais de 40 países em 4.058 municípios brasileiros e 34 distritos indígenas. No Rio Grande do Sul, são 1.194 profissionais atuando em 381 cidades.

O levantamento, feito entre janeiro de 2013 e janeiro de 2015 pela Rede Observatório nas cinco regiões do país, revela, ainda, que o número de consultas subiu para 33% nos municípios que contam com o trabalho desses médicos, enquanto que nas cidades que não implantaram o programa, o índice é de 15%.

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(*) Com informações da Rede Observatório

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