Trabalho infantil diminui e taxa de analfabetismo se mantém estável no Brasil

8 de outubro de 2013 Processocom

Vitória Brito Santos

Foram divulgados no dia 27 de setembro de 2013, os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por amostra de Domicílio) referente ao ano de 2012. A pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz alguns dados muito significativos, como a diminuição do trabalho infantil no Brasil. Segundo a pesquisa em 2011, havia 704 mil crianças e adolescentes entre 05 e 13 anos no mercado de trabalho. Esse número caiu para 554 mil em 2012, uma diferença de 21%. No Brasil estima-se que 3,5 milhões de crianças e adolescentes entre 05 e 17 anos trabalhavam no ano passado.

Os dados divulgados mostram que houve uma queda de 0,3 pontos percentuais, ou de 156 mil pessoas, e que esse percentual vem mantendo a tendência dos anos anteriores. Em 1992, 19,6% das crianças e adolescentes trabalhavam, proporção que caiu para 12,6% em 2002 e para 8,3% em 2012. Dos três milhões de crianças e adolescentes, a maioria estava na faixa de 14 a 17 anos, idade em que o trabalho é permitido na condição de jovem aprendiz. Nas faixas citadas na pesquisa, os homens são maioria. A maior queda ocorreu na faixa de 10 a 13 anos, com 142 mil crianças a menos trabalhando, 23% do total.

No que se refere às regiões, o Norte teve a maior queda e diminuiu 1,1% o número de crianças e adolescentes trabalhando: passou de 10, 8% para 9,7%. Já o Centro-Oeste apresentou aumento de 1,1%, passando de 7,4% para 8,5%.

Enquanto o trabalho infantil diminuiu, a taxa de analfabetismo parou de cair. Pela primeira vez nos últimos 15 anos, a taxa de analfabetismo brasileira tem aumento de 0,1 ponto percentual em relação ao ano anterior. Desde 1997, é a primeira vez que o índice cresceu. Na pesquisa, que até 2003 não cobria todo o Brasil (antigamente a amostra não incluía as pessoas que residiam nas áreas rurais da região Norte), o índice de pessoas com mais de 15 anos que não sabiam ler e escrever em 2011 era de 8,6% e passou para 8,7% em 2012.

Segundo IBGE, a variação de 0,1 ponto percentual de 2011 para 2012 está dentro do “intervalo de confiança” e não significa, necessariamente, que o analfabetismo tenha aumentado, mas que se manteve estatisticamente estável. Mas, ao olharmos em números absolutos, os dados são impactantes. Temos um aumento de 297 mil analfabetos, de 12,866 milhões para 13,163 milhões de pessoas. Em nota oficial, o ministro da Educação disse que só poderá ser mencionada uma tendência de aumento do analfabetismo se o índice continuar a subir nos próximos anos.

O Nordeste teve um aumento de meio ponto percentual, passou de 16,9% para 17,4%. A região tem 27% da população total de 15 anos ou mais idade e, entre os analfabetos nesta faixa etária, 54% estão no Nordeste. No Centro-Oeste a taxa de analfabetismo também aumentou, foi de 6,3% para 6,7%. Alagoas é o estado com a maior taxa de analfabetismo do país, 21,8%. Um em cada cinco habitantes de 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever no estado alagoano. A região Sul apresentou uma redução de 4,9% para 4,4%, e, agora, é a região com menor índice de analfabetismo, superando o Sudeste, que manteve os 4,8% indicados no Pnad de 2011. Santa Catarina é o estado com a menor taxa de analfabetismo do país, com 3,1% de analfabetos.

Sobre o Ensino Superior:

O percentual de pessoas com nível superior completo aumentou de 11,4%, em 2011, para 12%, em 2012. Assim, em 2012 havia 14,2 milhões de pessoas com nível superior completo, 6,5% a mais que em 2011.

 

Fonte IBGE: http://www.ibge.gov.br/home/default.php

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