A universalização da internet

9 de julho de 2013 Processocom

Vitória Brito Santos

Falar da importância da internet na vida das pessoas é algo que se pode chamar de assunto dispensável. A internet só é opcional para aquelas pessoas que não a utilizam. Quem já a utiliza não pode viver sem ela. Atualmente é quase impossível estudar sem internet, enciclopédias impressas são quase dispensáveis para os estudantes, há muito tempo se deixou de consultá-las no papel, a maioria das pessoas está conectada à rede, e ali obtém sua informação de forma mais rápida.

O mundo está na internet. São serviços bancários, compras, sintonia de emissoras de rádio e televisão em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora.  A cada novo dia surgem coisas novas na internet. A disseminação da internet fez com que o Brasil no ano passado alcançasse um total de 81, 7% de cidades com ao menos uma lan house – os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e as informações estão no Perfil dos Municípios Brasileiros 2012 (Munic. 2012).

O perfil dos municípios mostra ainda que, dos 5.565 municípios brasileiros, 795 prefeituras (14,3% do total) já oferecem alguma cobertura Wi-Fi para acesso à Internet aos habitantes e em 744 (93,6% dessas cidades) o acesso é gratuito. O percentual cai um pouco, quando são considerados apenas os que não cobram pelo acesso, são 744 cidades (13,3%). Além de ser ofertado por um grupo reduzido de municípios, o serviço também é restrito a algumas localidades dentro da própria cidade. Em 382 das cidades (48%) que fornecem Wi-Fi a cobertura é feita em apenas alguns bairros da área urbana. Os outros 181 municípios (22,8%) cobrem também partes de sua extensão rural. Apenas 141 cidades, ou 17,7% das que oferecem algum acesso Wi-Fi, têm toda sua área urbana coberta com acesso sem fio à Internet. E aqueles municípios que têm não apenas sua área urbana, mas também toda a extensão de sua área rural são apenas 91 localidades, 11,5% das cidades. É a primeira vez que o levantamento do IBGE traz dados sobre a oferta pública de acesso Wi-Fi.

Os números podem parecer pequenos, mas já é um grande avanço se pensarmos que o país não tem nenhuma política pública nacional, em larga escala, que contemple esse tipo de acesso. Além daquelas que são voltadas para todas as escolas como os projetos criados pelo Ministério da Educação: Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo) e o Programa Nacional de Informática Educativa (Proninfe).

A inclusão digital já é um tópico discutido pela maioria dos municípios. O Munic. 2012 traz dados de que 90% dos municípios brasileiros contam com algum programa ou ação de inclusão digital, é quase o dobro do que foi registrado em 2006 quando o índice era de 53%. Apesar de a pesquisa analisar ações no nível municipal, as prefeituras são responsáveis exclusivas em 26,3%. O governo federal é parceiro em 76,9% das ações e os governos estaduais em 38% delas.

O governo vem trabalhando na formatação da segunda etapa do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), criado pelo Decreto nº 7.175, de 12 de maio de 2010, que tem como objetivos a expansão da infraestrutura, dos serviços de telecomunicação; acelerar o desenvolvimento econômico e social; promover a inclusão digital; reduzir as desigualdades social e regional; promover a geração de emprego e renda; ampliar os serviços de governo eletrônico e facilitar aos cidadãos o uso dos serviços do Estado; promover a capacitação da população para o uso das tecnologias de informação; e, ainda, aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade brasileiras.

Para esta segunda etapa do PNBL se espera um aumento da infraestrutura das redes de internet em todos os municípios do país. O Ministério das Comunicações estima que para essa ampliação sejam necessários R$ 125 bilhões. O Ministro informa que o governo teria que entrar com boa parte do dinheiro. Algumas alternativas já foram pensadas, entre elas está a inclusão do PNBL no Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e a utilização de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).

 

Fontes: http://www4.planalto.gov.br/brasilconectado/pnbl

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/perfilmunic/2012/defaulttab_pdf.shtm

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