A experiência do doutorado

20 de março de 2013 Processocom

Dafne Pedroso

Há uma semana, no dia 13 de março de 2013, defendi minha tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, intitulada Revelando os Brasis IV: os processos de produção de curtas-metragens realizados no Rio Grande do Sul, sob orientação da Profª Drª Cristiane Freitas Gutfreind. A banca de defesa representou a finalização de mais uma etapa da minha carreira acadêmica. Naquele momento, quatro importantes pesquisadores da área da Comunicação, os professores José Luiz Braga (UNISINOS), Fernando Mascarello (UNISINOS), Nísia Martins do Rosário (UFRGS) e Carlos Gerbase (PUCRS), apresentaram suas leituras, críticas e sugestões a respeito do meu trabalho. A banca foi um espaço privilegiado de escuta e de debate sobre minha pesquisa, um momento bastante produtivo e que me inspira a repensar alguns pontos da tese, assim como considerar novas angulações que serão mobilizadas em futuros artigos para a divulgação dos resultados obtidos.
Mais do que uma nota ou do que um conceito na avaliação final, o importante do curso de doutorado é o processo, a aprendizagem ao longo dos quatro anos. Aulas, orientações, participação em grupos de pesquisa, seminários, congressos, produção de artigos, Doutorado Sanduíche, trabalho de campo, feitura da tese, enfim, são diversas as instâncias que compõem toda essa etapa. Além disso, existem os amigos que conhecemos ao longo desse tempo e que contribuem com outros olhares sobre nossos trabalhos, testemunham momentos importantes das nossas carreiras, honram-nos com suas amizades neste mundo acadêmico que parece tão solitário e competitivo, mostrando-nos que a academia também pode ser cheia de generosidade e diversão.
Quanto à tese, especificamente, foi um esforço construí-la a partir de questionamentos de minha dissertação, o que, por um lado, traz a experiência da investigação anterior, por outro, nos amarra a ela. O mais difícil foi desconstruir a dissertação e seguir novos caminhos. Mudamos, eu e a tese, ao longo desses quatro anos. Reconheço um processo de abertura importante em relação a outras perspectivas de estudo sobre o cinema, que veio acompanhado de dúvidas, angústias, numa jornada transformadora de tomada de autonomia. Foi um aprendizado de saber escolher e de tomar decisões, que expressam uma tentativa de construir meu próprio caminho. Agora, outro desafio começa: o de ingressar na carreira docente e de produzir novas pesquisas. Espero ter coragem e serenidade para a nova jornada.

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