Para salvar o jornalismo

8 de março de 2012 Processocom

Alguém consegue acreditar em uma imprensa saudável que não ouça o que diz o público? Alguém consegue imaginar que é possível oferecer uma fotografia por inteiro de um episódio se todos os lados não tiverem seu espaço respeitado? (trecho da matéria Por que a campanha do Guardian é tudo isso)

O jornal inglês The Guardian está lançando uma campanha de posicionamento (a primeira em 25 anos) criada para divulgar o conceito do Open Journalism. Nela é contada uma versão moderna da história dos três porquinhos, em que o lobo é morto e a imprensa repercute o caso em seus diversos canais. A notícia é vista e trabalhada pelo público nas redes sociais, gera protestos nas ruas e ondas de apoio aos réus – os porquinhos – e a vítima.

A ideia dar visibilidade a esse novo jornalismo que tem o público como parte constituinte da notícia. “A editoria de Viagens procura por centenas de pessoas que conheçam Berlim como se fosse a palma da mão”, “o editor de Esportes quer saber como cobrir melhor cada uma das 32 seleções que disputam a Copa do Mundo de futebol”, “os editores de Opinião e comentários gostariam de ampliar o espectro de debates incluindo pensadores políticos, cientistas, teólogos, advogados e inúmeros outros representantes da sociedade e gente ao redor do mundo cujas vozes nunca são ouvidas”, exemplifica o editor-chefe do The Guardian, Alan Rusbrigder.

Assista ao vídeo:

O mérito da campanha está em mostrar um fenômeno que há algum tempo tem transformado o jornalismo por meio da participação popular. A presença da voz dos indíviduos nas notícias não é, ou não deveria ser, a novidade. A questão chave está no que as pessoas estão fazendo com as informações que elas recebem, como absorvem e passam adiante o material de origem jornalística. E isso, o comercial faz muito bem: apresentar esse cenário intrincando e complexo da circulação de informações quando se está num ambiente altamente conectado, onde tudo e todos comunicam.

Aproveite também para ler a matéria do site Meio&Mensagem: Por que a campanha do Guardian é tudo isso.

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