Tirei distinção. E agora?

6 de julho de 2011 Processocom

por Taís Seibt

O TCC é dramático para qualquer estudante universitário, seja de que curso for. Mesmo os mais descomprometidos passam o mínimo de trabalho para redigir a monografia final da graduação. Para bolsistas de iniciação científica, principalmente pelo compromisso “moral” de fazer um bom trabalho, a tarefa parece ainda mais árdua, embora a experiência facilite algumas coisas.

Acabo de defender meu TCC diante de uma banca de avaliadores altamente qualificados. Generosos, concederam-me a sonhada distinção e lançaram uma série de contribuições para a pesquisa. Mas, e agora?

Durante um ano e tanto fiquei perseguindo essa tal de distinção. No entanto, levar adiante uma possível carreira de pesquisadora exige dar um passo muito largo para uma “foca” recém saída da universidade.

Não que TCC não seja coisa séria, mas a responsabilidade sobre um candidato a mestre aumenta. Sem contar que conciliar a rotina de trabalho em um veículo de comunicação com as exigências da pesquisa não é tão simples assim.

Então, o que fazer com um TCC distinto? Ir para o mercado e deixar o trabalho em banho maria para o dia em que houver fôlego para a pesquisa? Aproveitar o embalo das contribuições e investir na carreira acadêmica de cara?

Ah, os eternos dilemas juvenis! Santa paciência dos orientadores que nos aconselham.

De minha parte, o que fica de lição desta curta jornada como pesquisadora iniciante é a necessidade de pensar mais profundamente as questões da comunicação. Sair do tecnicismo, problematizar, refletir, questionar, ousar, pensar a prática jornalística cotidianamente. Se novas pesquisas virão por aí ou não, é outra pauta.

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