Relatos de uma estreante na iniciação científica

15 de dezembro de 2009 Processocom

Taís Seibt

Fazia tempo que eu queria “entrar na academia”. Tinha tentado várias vezes uma vaga na iniciação científica, mas a incompatibilidade de horários com a rotina de trabalho e também a distância (eu morava em Gramado, na Serra) dificultavam o ingresso. Passaram-se os semestres, tornei-me vizinha da Unisinos e finalmente consegui um estágio que me oportunizaria compatibilizar as duas vivências: a profissional e a acadêmica. Graças a contatos com colegas, que já eram amigos de longa data, comecei na pesquisa em junho deste ano. As experiências que tive desde então comprovaram que apenas vir para a aula é pouco para a formação universitária ser plena.

O contato próximo com os professores, mestrandos e doutorandos, seja pelo convívio cotidiano, pela participação em reuniões ou pelo acesso a textos e projetos de cada um, proporciona uma abertura de horizontes imensa e que faz toda a diferença. Assim como o desafio de estudar – e, principalmente, de compreender – certos conceitos e teorias, algumas vezes bastante complicados.

A necessidade de transformar esse conjunto de saberes em produções para seminários, artigos científicos, ou mesmo para um post no blog da pesquisa, é outra experiência muito enriquecedora. Primeiro, parece um bicho-de-sete-cabeças, mas depois que a gente supera, dá até para se orgulhar. Eu fiquei orgulhosa! Nunca tinha escrito um artigo científico antes. Na pesquisa, tive minha primeira vez.

Também pela primeira vez apresentei um trabalho numa mostra de iniciação científica. Foi na Ulbra, em Canoas, dia 17 de novembro. Apresentei o trabalho “Atualizações de Resident Evil em redes sociais”, que, na verdade, não teria sido possível sem as conversas quase diárias com o colega de IC, Ricardo Machado. Aliás, essa troca de conhecimentos com os colegas, o trabalho cooperativo, é outra parte que não tem igual.

Fiquei me preparando para a apresentação no fim de semana anterior à mostra da Ulbra, como se fosse uma aluna da 5ª série. Cuidava se terminava a apresentação no tempo certo, se conseguia falar direito, fazia meu namorado me assistir. No dia da banca, vi que eu não era a única ansiosa: as outras meninas (sim, todas as bolsistas da minha sala eram meninas!) estavam em igual ou pior estágio de nervosismo. Mas o resultado foi bom. Superei a ansiedade, enfrentei os questionamentos dos professores e voltei pra casa ainda mais motivada para continuar.

Se me perguntarem se a espera pela bolsa de IC valeu a pena, eu não só confirmo, como também recomendo. Somente a sala de aula não basta, é preciso vivenciar a universidade de outras maneiras.

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