Desabafo

23 de novembro de 2009 Processocom

Greyce Vargas

Este texto é um desabafo. É uma forma de avaliar um processo que, creio, quase todos vivemos. Cheguei ao final da graduação com o desejo intenso de partir para o mestrado. Tive uma apoio fundamental da minha eterna orientadora para montar meu projeto e partir para essa nova fase de novas aprendizagens, de maturação e construção de uma pesquisa. No entanto, o campo da comunicação muda rápido e, a partir dessas mudanças, cada vez mais problematizações surgem e carecem de pesquisa. Ao tentar construir inúmeros projetos, sobre diferentes temas, aprendi uma coisa fundamental para a vida – pessoal, profissional e acadêmica -, não é preciso correr para mostrar que somos capazes de fazer alguma coisa.

O mestrado não é apenas um degrau para um doutorado e as etapas consequentes dessa formação, como muitos dizem por aí. Uma pesquisa precisa de segurança, de maturidade, pois construí-la não é um fazer corriqueiro. Relembrei daquela disciplina de Projeto de Pesquisa, ministrada pela professora Jiani, em que ela dizia que uma pesquisa requer responsabilidade. Alguém que viveu um período de dúvidas, que não sabia bem por quais caminhos queria fazer andar a pesquisa, certamente não podia arriscar-se a fazer um trabalho qualquer. Aprendi, num processo de dúvidas, de rascunhos, que uma pesquisa precisa de tempo inclusive para começar e que precisamos estar certos de sua contribuição para a sociedade. E, assim, numa decisão difícil, resolvi esperar. Esperar não para pensar neste projeto que caminhará comigo durante o mestrado, isto é algo que continua, mas esperar para ter a certeza de que o projeto se justifica e, então, que terei maturidade suficiente para conduzi-lo.

 

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