A participação em eventos acadêmicos

23 de novembro de 2009 Processocom

Rafael Tourinho Raymundo

A prática científica não é – ou, pelo menos, não deve ser – uma atividade solitária. O fazer científico também é construído no diálogo entre pares, na troca de experiências e informações. Por isso, o dia-a-dia do pesquisador não deve se resumir a aulas, leituras e saídas a campo. Para saber os rumos que a ciência está tomando, bem como as implicações das pesquisas para a sociedade, uma tarefa importante é a participação em eventos acadêmicos.

Colóquios, simpósios, congressos, seminários e demais encontros são espaços de discussão e reflexão. É nesses eventos que os pesquisadores divulgam os resultados de suas investigações e submetem-se ao crivo dos demais, num constante diálogo.

Nos grupos de trabalho e mesas de discussão surgem questionamentos sobre as teorias vigentes e sobre as metodologias utilizadas. A idéia não é desqualificar o trabalho de outrem, mas, sim, perceber pontos nevrálgicos e sugerir soluções, ou alternativas, para os problemas de pesquisa de cada um. Busca-se, assim, o fortalecimento do campo científico como um todo.

Durante eventos acadêmicos, relações interpessoais são estabelecidas e fortalecidas. Conhecemos pessoas de diferentes universidades, de outros estados e países – gente que, muitas vezes, pesquisa assuntos parecidos com os nossos, mas sob óticas diferentes. Conversamos sobre pesquisa e sobre o mundo acadêmico. Sugerimos autores nos quais se basear e recebemos, em contrapartida, outras sugestões. A bem dizer, trocamos figurinhas.

O resultado de tudo isso aparece não só nas publicações derivadas (anais, livros de resumos, artigos disponibilizados online ou em CD-ROM). Reflete-se, também, no discurso de cada pesquisador, no seu olhar crítico, na sua maneira de perceber o mundo e problematizá-lo – e, claro, no texto da monografia, dissertação ou tese.

Neste semestre, tive a oportunidade de participar de eventos importantes – tanto no campo da comunicação, quanto interdisciplinares. Pude experimentar esta vivência e confrontar minhas idéias com as de pessoas de diversas áreas de conhecimento. Certamente, mais do que incrementar meu currículo com publicações e apresentações em seminários, consegui ter uma visão mais crítica, variada e profunda do trabalho que estou desenvolvendo no mestrado. E espero que, em retorno, eu tenha conseguido contribuir com o trabalho de alguns colegas. Afinal, é nessa troca de figurinhas que a ciência avança.

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