Estudo mostra IES que mais pesquisam no Brasil

25 de Fevereiro de 2008 Processocom

Supremacia é de públicas, mas privadas têm bom índice de produtividade

Pesquisa feita pelo Instituto Lobo para o Desenvolvimento da Educação, da Ciência e da Tecnologia demonstrou que apesar das Instituições de Ensino Superior públicas dominarem a produção científica, algumas instituições particulares se destacam quando avaliadas sob o ponto de vista do índice de produtividade relativo às atividades de pesquisas. Das 176 instituições de Ensino Superior (90 públicas e 86 privadas) que, segundo o Censo 2005, realizam pesquisa no Brasil, 85 integraram o estudo – 79 universidades (40 federais, 15 estaduais, uma municipal e 23 privadas) e 6 faculdades (4 públicas e 2 privadas). Juntas, essas instituições conseguiram alcançar a marca de 81.638 trabalhos publicados, entre 2001 e 2005. E no quesito de produção científica, as instituições públicas mais uma vez saíram na frente, com 77.159 (94,52% do total) trabalhos publicados. As privadas representam apenas 5,48% (4.479 trabalhos) dessa produção. (Clique e confira na tabela abaixo as 10 instituições que mais produziram entre 2001 e 2005).

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No entanto, o estudo calcula e aponta o índice de produtividade de uma instituição. Esse índice, que mede a eficiência da instituição, leva em conta o investimento do CNPq por trabalho publicado, o número de trabalhos publicados por doutor em tempo integral e o número de trabalhos publicados por curso de pós-graduação. (Clique e confira na tabela abaixo as 10 instituições que apresentaram maiores índices de produtividade).

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Esses dados, segundo o coordenador do estudo e diretor da Consultoria Lobo e Associados, Roberto Lobo, comprovam que grupos pequenos também podem produzir competitivamente, alcançar índices de produtividade que os situam entre os mais eficientes nas atividades de pesquisa. A UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), por exemplo, que ocupa o 44º lugar no ranking de produção, passa a integrar a terceira colocação, quando o assunto é índice de produtividade. “Nossa estratégia não é investir em volume de produção e, sim, em eficiência produtiva. Nós nos preocupamos, sobretudo, com a escolha de doutores e de linhas de pesquisas”, afirma o pró-reitor de pesquisa, pós-graduação e extensão da universidade, Paulo Cezar de Almeida.

O estudo conclui que a implantação da pesquisa em uma Instituição de Ensino Superior é possível, desde que feita a partir de um planejamento e limitada a grupos de pesquisa experientes e capazes de gerar parte importante dos recursos necessários à sustentação de suas atividades. “Falta, por parte das públicas, uma exigência de resultados, já que ganham do governo para investir em pesquisa. E por parte das privadas, bom planejamento para que possam, com os poucos recursos que têm, fazer pesquisas competitivas”, declara Lobo.

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